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TCC Funçao social do historiador oficial para e...docx
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  1. Memória Social e Patrimônio Histórico

A visão tradicional da história relaciona a História e a Memória de forma simplificada. O historiador nada mais era do que um “lembrador”, um guardião dos acontecimentos. A História, como escreveu Cícero “é a vida, é a memória” (vitae memoriae). Historiadores como Heródoto e Froissard acreditam que a função da história é manter viva a memória de grandes feitos. Anna Commena descreveu a História como um “bastão contra a corrente do tempo, que arrasta tudo para as profundezes do esquecimento”.

Esta visão tradicional, na qual a memória reflete aquilo que aconteceu, parece convincente para a Nova História. Lembrar e escrever sobre um passado, sob esta visão simplificada, é insuficiente, pode realizar um papel, que pode ser comparado a escritores de narrativas. As recordações não nos parecem objetivas, e já se aponta estudos sobre a diferença entre a memória individual e coletiva. Existem outros elementos para a interpretação da memória, antes não aprofundados pelos positivistas: Seleção, consciente, inconsciente, interpretação e distorção.

“Quando lemos a escrita da memória, é fácil esquecer que não estamos a ler a própria memória, mas sim a sua transformação através da escrita.” (OWEN, STEPHEN)

Para o historiador e antropólogo francês Jean Pierre Vernant (1914 – 2007), “a memória representa a conquista progressiva pelo homem do seu passado individual, como a História constitui para o grupo social a conquista de seu passado coletivo.”

Na Grécia Arcaica o esquecimento é considerado uma morte, pois sem a Memória, toda sua cultura seria perdida. E para uma cultura semi-ágrafa, o conhecimento era transmitido através da tradição oral. Religiosamente, a Memória é a fonte de imortalidade. Em vários documentos das mais diversas origens, mas sob uma perspectiva “mítica”, o par memória-esquecimeto passa a ser o cerne de uma doutrina de reencarnação das almas; Mnimósine deixa de ser aquela que canta o passado do cosmo e passa a estar ligada à história dos indivíduos, oferecendo aos mortais meios de atingir o tempo. Para os gregos a concepção de temporalidade enfatizava a sucessão de gerações humanas e o início da história como ciência, misturava-se ao sagrado.

Ao abordar a memória social, é preciso ressaltar à importância da preservação de patrimônios históricos, que podem ser definidos como bens materiais, naturais ou imóveis que possuem significado ou caracterizem uma sociedade ou tempo. Não são memória, mas importantes objetos de identificação social. A maioria dos bens tombados no Brasil, não são identificados pela a maior parte da população como tal. Algumas linhas de historiadores defendem a transformação destes locais em espaços coletivos para uso popular, e assim, permitindo que deixe de ser simplesmente um espaço “catalogado”, e seja conhecido e reconhecido pela população.

Representam uma fonte de pesquisa e preservação cultural. Vem aumentando a preocupação mundial em preservá-los, através de leis de proteção e restauração que possibilitam a manutenção das características originais.

No Brasil existe o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), este órgão atua, na gestão, proteção e preservação de patrimônios.

Quando um imóvel é tombado por algum órgão, ele não pode ser demolido, nem mesmo modificado. Pode apenas passar por processo de restauração, seguindo normas específicas, para preservar as características em que foi construído, isto tem sido motivo de conflitos. Mais de 60% dos patrimônios tombados pertenceram à Igreja Católica, outros espaços não vem ganhando sua devida proteção ou destaque. Ainda existem poucos recursos financeiros destinados à preservação.

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